quinta-feira, julho 20, 2006

No meio do (nosso) caminho:

Presentemente, o meu livro de cabeceira é o último da CPC, o tal do plágio, intitulado No meio do nosso caminho. Sempre gostei da Clarinha, que tinha o condão de dizer frases brilhantes como se fossem a maior das banalidades -quem discorda nunca leu, certamente, o “Mais Marés Que Marinheiros- mas sou a primeira a reconhecer que a fórmula se esgotou. Apesar disso, este livro dá que pensar. Pretendo retratar “ a nossa passagem pelo Purgatório” aqui na terra, é o retrato do sofrimento – muitas xs auto-imposto- de todos aqueles que ficaram pelo “meio do caminho”. Do deles. Do dos outros. Gente derrotada, que desistiu dos sonhos e vive um quotidiano vazio, à espera que um dia se transforme em felicidade. Gente que perdeu a coragem para seguir até ao final do caminho, que se cansou de enfrentar obstáculos e decidiu erguer ali a sua vida, embora soubesse que, no final, a vista era muito melhor…

Tudo isto me fez pensar na onda de tristeza que grassa à minha volta, tragando aqueles de quem mais gosto e outros que mal conheço…a todos eles, quero apenas dizer que estão “no meio do caminho” e que vale a pena prosseguir. Esta curva pode ser mais apertada, ou a subida mais íngreme, mas o que aí vem há-de valer o esforço. Só é preciso lá chegar…


0 passaram o espanador

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