segunda-feira, junho 05, 2006

A história da Pepa...


Esta semana começo com um nó no coração. Estava no Algarve e apareceu-nos uma gata bebé num estado lastimoso. N tivemos coragem de a deixar lá pq ia morrer e trouxemo-la para Lisboa. Fomos ao Hospital Vet. do Restelo para ver o estado da gata q tinha um olho todo infectado. O prognóstico n foi dos melhores: coriza*, desidratação, subnutrição e possibilidd de ter Felv*ou FIV*. Além de ser uma cidade ambulante de pulgas. É muito para uma gata só com um mês....entretanto, temos cães e n podemos adoptá-la...estão a ver o drama n é? Fiquei acordada até às 3 da manhã, sem pregar olho e a tentar descobrir o máximo sobre as doenças e se alguém recolhe animais deste tipo... é complicado. Muito..

A Pepa tem que lá ficar em princípio 5 dias...o pior é qdo tiver alta. Tem chances de vencer a coriza* mas,quase de certeza,vai ficar cega de 1 olho, mas isso do mal o menos. Como nos disse a veterinária, os gatos n são vaidosos!:) O pior é q se tem Felv* ou FIV* vai estar mais sensível e precisa de estar em casa, n podendo ter contacto com outros gatos ( o vírus n se pega a humanos nem outros animais mas transmite-se entre felinos). A única hipótese que vejo é tentar que a uniao zoofila a aceite...eles têm uma unidade para gatos com estas "particularidds" mas estao completamente lotados. E para isso, a Pepa vai ficar sozinha até ao fim dos seus dias.... O mundo às xs é um local horrível:(

Amigos, este ano, se pensarem em dar-me algum presente nos meus anos, tenho um pedido: façam-se sócios da união zoofila. Só custa 24 euros por ano. Era o melhor presente q me podiam dar....Quem preferir, pode apadrinhar um cão ou um gato por 13 e 8 euros por mês, respectivamente, contribuindo para melhorar um bocadinho a sua qualidade de vida.

Se conhecerem alguém que queira adoptar a Pepa, ela tem um mês, é muito meiguinha e pode ser uma amiga para a vida se lhe dermos uma hipóteseJ

Podem contactar-me para: 91 212 68 81 ou Entrelinhas@netcabo.pt.


* Coriza felina

A Coriza, conhecida popularmente pela constipação dos gatos, é uma infecção das vias respiratórias superiores.

Manifesta-se de muitas formas, normalmente em conjunto, nomeadamente, febre, corrimento nasal, corrimento ocular e espirros. É também comum que o gatinho fique abatido e manifeste um estado geral de prostação. Todo este mau estar provocado pela doença vai regra geral diminuir o apetite do gatinho, que desta forma fica cada vez mais enfraquecido e sem defesas.

Os gatinhos bebés e os gatos idosos não vacinados são mais susceptíveis a esta doença, podendo ser mortal se não for devidamente tratada. É uma doença que nos gatos adultos é menos comum e pode ser evitada com a vacinação.

É uma doença que facilmente se trata bastando, normalmente, 5 a 7 dias de tratamento adequado e segundo prescrição médica. Porém, se não for tratada a tempo, pode ter consequências verdadeiramente dramáticas, designadamente provocando a cegueira e até a morte.

FeLV

O FeLV é um vírus que provoca leucemia felina e é uma das grandes causas de morte dos gatos. A única forma eficaz de o evitar é através da vacinação. Apesar da vacina garantir protecção a 100%, tem vindo constantemente a ser melhorada e os riscos de um gato vacinado contrair a doença são claramente diminutos.

As consequências do FeLV são mortais e resultam normalmente da destruição dos glóbulos brancos sanguíneos que são a principal defesa do organismo contra as doenças.

Os sintomas podem assumir a forma de anemia, febre, infertilidade, aborto ou o nascimento de gatinhos muito debilitados, inflamação ocular, rápida perda de peso, doença intestinal ou lesões neurológicas.

Um gato infectado pode parecer saudável durante vários meses, mas a maior parte dos gatos morrem poucos anos após serem infectados.

Pode também acontecer não se observar qualquer sintoma e o gato estar contagiado, mas se verificar que o seu gatinho fica doente com muita frequência deve fazer o teste.

O vírus está presente nas secreções corporais do gato pelo que a transmissão ocorre pela troca de saliva, secreções respiratórias, fezes e urina. O contágio pode acontecer pela partilha dos recipientes de comida e água, pela limpeza mútua e claro pelas lutas entre gatos dado que existe sempre uma grande libertação de saliva nessas situações.

Após a contaminação existem tratamentos que adiam a evolução da doença, mas nenhum irá eliminar o vírus e as consequências mortais a médio prazo.

Um gato infectado não deve de forma alguma estar em contacto com outros e evidentemente não deve ter acesso à rua pois iria contrair muitas doenças e transmitir o FeLV a outros gatos.

O FeLV só é transmissível aos gatos, não existindo qualquer perigo para os humanos.

Sublinha-se no entanto que um gato que seja Felv positivo não é um gato condenado a morte imediata. Um gato nestas condições, que seja bem alimentado e tratado, tem possibilidades de viver bons anos sem desenvolver qualquer doença.

O gatil dos Felv da UZ, que está longe de reunir as condições de vida que estes gatos necessitariam (um vida sem exposição ao frio e calores excessivos, humidades, com comida adequada e tratamento imediatos dos pequenos problemas de saúde que qualquer gato pode ter, mas que num gato FeLV positivo exigem um tratamento imediato, para não progredirem) alberga gatos que já ali estão há alguns anos e que apesar de tudo, têm ultrapassado com sucesso as difíceis condições de vida do gatil.

* Fiv

O FIV (Imunodeficiência Felina) é um vírus que diminui a capacidade de defesa do organismo do gato, deixando-o mais vulnerável a ao aparecimento de doenças e provoca maior dificuldade em as tratar. Portanto, em rigor não se trata de uma doença, mas sim de uma desvantagem do animal face ao aparecimento e ao consequente tratamento de doenças.

É um vírus que não se transmite aos humanos e nos gatos só se transmite através do sangue que pode resultar, por exemplo, de lutas violentas entre os gatos.

Pode acontecer que um gato seja portador de FIV e que nunca exista qualquer manifestação anormal do seu comportamento, mas quando notar por exemplo a persistência de infecções ou então quando observar que o tratamento dessas infecções é muito mais difícil, deve contar um veterinário e ponderar a realização do teste, para que no futuro possa dar ao seu gato a atenção que ele precisa.

Caso o teste do FIV do seu gatinho tenha dado positivo, significa que foi infectado com um vírus que provoca menor resistência do organismo as adversidades das doenças.

Um gato portador de FIV pode ser um gato com uma vida longa e saudável. O comportamento do dono vai ser decisivo para que isso possa acontecer: ele precisa de uma alimentação cuidada, as vacinas em dia e uma vida tranquila sem grandes sobressaltos e sem contacto com outros gatos portadores de alguma doença. Existem muito gatos portadores de FIV que vivem uma vida saudável e duradoura junto dos seus donos e muitas vezes junto de outros amigos gatos.

Um gato com FIV não deve ter contacto com outros gatos em situações de tensão, por exemplo não deve sair para a rua, pois não só pode transmitir a doença a outros gatos na sequência de uma luta, como também pode apanhar alguma doença transmitida pelos outros.

Como um gato com FIV é uma animal com menos defesas, para lhe proporcionar uma vida longa e saudável, deve protege-lo garantindo-lhe uma vida saudável e evitando a todo o custo o contacto com outros gatos doentes, pois o seu animal está muito mais susceptível de contrair essas doenças.

Uma vez mais se alerta para que o facto de que um gato ser Fiv positivo não significa a sua condenação à morte. Ele pode viver muitos anos na sua companhia.

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