segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Quanto valem 21 euros?

Um jantar.

Uma saída à noite.

Quatro idas ao cinema.

Uma saia nos saldos.

Uma ida ao supermercado.

Sete maços de cigarros.

 

Mas 21 euros podem ser muito mais. Podem ser comida e água para animais como estes, que precisam de esquecer sevícias como estas. 21 euros podem ser carinho e isso, não tem preço…

3 passaram o espanador

Blogger Teresinha said...

Pedir para ver uma prova na minha uni... um, abuso... :p*** beijinhos

5:00 da tarde  
Blogger Kiki said...

Nojo...é o que sinto perante noticias destas. Já tinha lido isto de manhã e já tinha decidido que amanhã vou fazer um post sobre esta tenebrosa realidade.

Enquanto formos um país de terceiro mundinho, nada disto vai mudar.

21 euros...tens razão, com 21 euros mudamos a vida de um destes animais...mas sabes como é, infelizmente há muita gente por aí cuja prioridade é a tal saia nos saldos, a tal saída à noite...e os bichos que se lixem.

Nojo. Mete nojo.

5:33 da tarde  
Blogger PMR said...

Isto até parece coincidência. Ontem comecei a ler um livro do Miguel Esteves Cardoso que num dado momento fala sobre a forma como os humanos tratam os animais. Fica aqui uma citação ilustrativa de uma grande verdade:
«O principal sinal de humanidade é a maneira como os seres humanos tratam os animais. O ser realmente humano seria incapaz de tratar mal um animal. O ser realmente sensível e pensante, carinhoso por sentimento e prestável teria a delicadez da superioridade. (..) É preciso um mínimo de humanidade para se ter penas dos bichos. Os bichos não são gente, mas não têm culpa de não ser. Nós temos.
Por enquanto ainda tratamos os animais como os animais que somos. Tratamo-los como eles, caso mandassem nos seres humanos, nos tratariam a nós. Só que pior. Matamo-los, comemo-los, batemo-lhes, abandonamo-los. tratamo-los como iguais, porque ainda somos iguais a eles. Os animais tratam mal os animais diferentes deles. No dia em que formos superiores cuidaremos deles como deve ser».

in Explicações de Português (2001), Miguel Esteves Cardoso, pp.17-18

10:45 da tarde  

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