sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Song of the day:

"Fighting In A Sack"

Just last night I woke from some unconscionable dream
And had it nailed to my forehead again
To keep this boat afloat
There are things you can't afford to know
So I save all my breath for the sails.

But you'll find those lingering voices
Are just your ego's attempt to make it all clean and nice
And make a moron out of you
Walking a bridge with weakening cables
Huddled up in fear and hate because we know our fate
And it's a lot to put us through.

Most ideas turn to dust
As there are few in which we all can trust
Haven't you noticed I've been shedding all of mind?
So let's abandon that track
And leave our fathers fighting in a sack
Cause we are way too wise-assed for that.

You might find some fools at your doorstep
Hustling the latest changes to the book
That's the strangest in an attempt to multiply
Marionettes on weakening cables
Huddled up with fear and hate
Because they know their fate and it's a lot to put them through.

We've taken on a climb
And it's long enough to put the best of us on our backs
Walking up a slide
And there are those we know who'd have us five miles off the track.

But you'll find those lingering voices
Are just your ego's attempt to make it all clean and nice
And make a moron out of you
Crossing the brindge on weakening cables
Huddled up with fear and hate because we know our fate
And it's a lot to put us through

The Shins

A culpa é do Marco:

Hoje descobri porque somos a geração canguru.A culpa não é nossa!É do Marco! Lembram-se dele? Um miúdo italiano, que vivia num porto e que passou uma série inteira de desenhos animados a tentar encontrar a mãe? O pobre Marco viveu as aventuras mais mirabolantes e fez-nos sofrer com ele na sua busca infrutífera...quando descobria que a mãe ia partir de diligência, chegava ao local e ela acabara de se afastar , a toda a velocidade. Se sabia que a mãe ia estar no porto, era certo e sabido que o mesmo iria zarpar mal pusesse os pés no cais. O Marco nunca experimentou a sensação de chegar "mesmo na hora H"...para ele era sempre a I.

Já não me lembro se se chegaram a reunir,mãe e filho.Lembro-me, sim, de apertar a mão da minha,com toda a força, para nunca a perder de vista.Eu não queria ser o Marco.E, tal como eu,deve haver muitos mais por aí...por isso mesmo vos digo:esqueçam os estudos sociológicos.Não deitem a culpa à falta de trabalho, ao custo das casas e da vida, aos cursos que se prolongam eternamente, ao conforto do lar paterno...não! A razão para não querermos deixar a "bolsa materna" está gravada no nosso subconsciente, fala italiano, é morena e baixota e chama-se Marco...

Nem quero pensar no que vai acontecer agora que há o filme em versão dvd...


Lição de vida do dia:

Passei a vida a querer mudar os outros.Hoje só peço que não me mudem a mim...

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Felizmente há luar:

Na rua os candeeiros estiveram acesos todo o dia.Assim que escureceu,alguém os apagou.Finalmente,deixaram-me ver a lua...
Hoje escrevi-te uma canção.
É feita de palavras que não rimam
e refrões que não se repetem.
Escrevia-a à pressa,
na urgência do sentir
que não volta.
Enchia-a com linhas,
que trago comigo,
e que nunca solto.
Dei-lhes voltas e voltas,
até formarem as quadras
da expressão perfeita
do que somos.

Hoje escrevi-te uma canção.
[Chama-se silêncio]
Neva em Madrid e apetecia-me tanto ter as mãos geladas...

Pequenos prazeres:

Tomar um café,demoradamente,às 10 da manhã,num dia se semana,é um luxo.E basta um olhar em volta para ter a certeza de que não sou a única a sentir o mesmo.Em meu redor, os ocupantes das outras mesas folheiam,lentamente, jornais e revistas...de vez em quando, a cabeça emerge dos artigos, e deixam escapar um olhar entre o trocista e o envergonhado.Um olhar de quem sabe que há algo de furtivo em estar ali,sem fazer caso do tempo, enquanto que grande parte do país se esforça para o vencer...

Sim, tomar um café assim, sentada e dando de troco o tempo que sobra,é quase pecaminoso.Mas sabe tão bem como poder ir à praia sem ser Agosto...

Moral da história:

No autocarro entra um casal de idosos.Sentam-se atrás de mim e a conversa é a que se segue:

Ele- queres sentar-te aí sozinha, para ficares mais à vontade?

Ela- não deixa estar, cabemos os dois.

(ele senta-se.Silêncio)

Ela-Eu não preciso de espaço.Eu estou bem.Só não gosto é que me empurrem.

Ele-(irritado) Já te disse que vinha lá o carro.Era para te despachares a ver se não o perdiamos.

Ela-Não me interessa.A mim ninguém m'empurra!

Ele-(jocoso) És muito sensível,tu!

Ela-(indignada) Pois sou.Felizmente sou!Ensinaram-me e nasci assim.Felizmente!A mim ninguém m'empurra, então com'é isso? A mim ensinaram-me a ser assim.E a ti se não te ensinaram,é uma pena,porque deviam....!

Ele-(resignado) Ah!Burro velho n aprende línguas...

Ela-Pois não!Mas boa educação até os animais estão sempre a tempo d'aprender!

Indignação:

Noutro dia houve um acidente na Duque de Ávila.Infelizmente,nada de novo.Por mais que me apeteça, não foi o 1º e não vai ser o último...um senhor não viu que o sinal dos peões estava encarnado e atravessou.Em segundos,estava estendido no chão...e ninguém parou para o ajudar.Ninguém!!!Ainda agora,não consigo acreditar:(

A senhora:

Olhava para as fotografias dos meus 25º e 26º aniversários e vi (com tristeza, admito) q estava diferente.
De um ano para o outro, as minhas feições mudaram e passei a ter "cara de adulta".Senti-me velha de repente.Mas tentei ignorar o assunto o melhor que pude...até que a "realidade" me bateu à porta.
Foi na faculdade, onde me encontro a terminar uma cadeira que-estupidamente-deixei para trás.A dita disciplina agora passou a ser do currículo do primeiro ano, o que já de si não é fácil de "engolir".Mas pior, pior, foi quando um dos meus colegas, querendo passar-me a folha de presenças e não sabendo o meu nome,não encontrou melhor forma do que dizer:senhora,senhora. A princípio, nem olhei porque achei que não era comigo.Mas quando ele me tocou,levemente,com as folhas nas costas,não pude mais ignorar.A senhora era mesmo eu.Eu!!! Imediatamente,senti-me mais perto do fim do meu prazo de validade...

Encruzilhadas:

O país virou à esquerda.Espero q n seja como eu, q às xs quero ir p/a direita e troco as direcções...

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Demónios interiores

Sentei à minha mesa
os meus demónios interiores
falei-lhes com franqueza
dos meus piores temores

tratei-os com carinho
pus jarra de flores
abri o melhor vinho
trouxe amêndoas e licores

chamei-os pelo nome
quebrei a etiqueta
matei-lhes a sede e a fome
dei-lhes cabo da dieta

conheci bem cada um
pus de lado toda a farsa
abri a minha alma
como se fosse um comparsa

E no fim, já bem bebidos
demos abraços fraternos
saíram de mansinho
aos primeiros alvores
de copos bem erguidos
brindámos aos infernos
fizeram-se ao caminho
sem mágoas nem rancores

Adeus, foi um prazer!
disseram a cantar
mantém a mesa posta
porque havemos de voltar



Jorge Palma in "Norte"


É por este tipo de coisas q n posso c/o dia dos namorados!;)

Provedor dos tradutores já!

No sábado fui ver "O Aviador" e fiquei desgostosa...n, n foi porque o filme n prestasse.O q era verdadeiramente mau era a tradução.

Será possível que até num filme destes deparemos com erros como "acessor" ao invés de assessor? Juro q fiquei a pensar nisto e até me convenci q, se calhar, era algum trocadilho relativo à pronúncia de Mr.Hughes.Mal tenha o meu King Card vou tirar isto a limpo!;P

Eles estão no meio de nós:

É inevitável. Vá onde quer que vá, há um tema de conversa que parece ser comum: os telemóveis.Já repararam nisso? TODA a gente fala de telemóveis!É assustador.Já ninguém pergunta: então, o que fizeste ontem/esta semana? Agora é mais "então, já viste o último da Nokia?" e já não há quem os cale.

Noutro dia,no Café do Chiado, 2 casais conseguiram estar nisto durante 2 horas e meia, que foi o tempo que lá estive. Enquanto eu folheei duas Visões, o Expresso, o Público, o DN e respectivos suplementos, eles continuavam felizes,agarrados ao catálogo da Vodafone, esmiuçando cada um dos modelos figurados.Não sei o que faziam na vida, mas são, de certeza, os mesmos que vejo de nariz colado às montras dos centros comerciais, a sonhar com o último modelo...

Não quero parecer paternalista, até porque também sigo, com interesse,os desenvolvimentos na área das telecomunicações.Admito até que o meu telemóvel está consideravelmente "kitado", com tudo o q há para personalizar...o que não me entra na cabeça é que algo que, supostamente, é um meio para conversarmos com os outros, passe a ser antes o fim.

Acho que já ninguém usa o telemóvel para falar.Agora falamos antes sobre ele...quanto tempo demorará esta "moda" a chegar às conversas de vão de escada? Dava-me muito jeito que a minha porteira deixasse de comentar as nossas vidas e passasse antes a prestar atenção ao modelo do aparelho que trazemos colado ao ouvido;)

sábado, fevereiro 12, 2005

Numa viagem de metro entre o Colombo e o Saldanha fui abordada por muitos pedintes.Começou pela velhinha que está sempre à entrada do metro do Saldanha e a quem dou,invariavelmente, uma ou duas moedas.

Enquanto comprava o bilhete, uma romena dizia palavras que não escutava porque tinha os phones nos ouvidos. Eu abanava a cabeça em jeito de negativa, mas ela insistia no discurso que eu não podia ouvir...como não se ia embora, acabei por lhe dar parte do troco.Durante o trajecto,entraram ainda na carruagem dois ceguinhos e um vendedor da Cais.

Saí para fazer o transbordo e uma nova vendedora da Cais veio ter comigo.Envergonhada, voltei a abanar a cabeça negativamente.Ela percorreu a plataforma e voltou a "oferecer-me" a revista.Entrei e fiquei de pé junto à porta, sentindo-me já a salvo do meu acto egoista.Mas ela voltou de novo e tive que repetir o gesto pela terceira vez porque já não me restavam trocos na carteira.

Abandonei a estação e fui ao supermercado onde outra vendedora da mesma revista passeava um carrinho de bebé e me voltou a pedir dinheiro.Senti-me mal.E só pensava que nem o alheamento dos meus phones me salvava...será possível descer mais baixo na caridade?:(

Aviso à navegação:

Secador de cabelo estragado= cabelo frisado = temos o caldo entornado;)

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

São 90 minutos de choro,s.f.f:

Ir ao clube de vídeo alugar um dvd é mais do que isso.É alugar sentimentos.Não vamos em busca de um drama, comédia, filme de acção ou terror.Vamos em busca do que nos apetece sentir naquele momento.Eu trouxe para casa duas doses de riso e mais duas de lágrimas, para equilibrar:)
Se quando nos vestimos do avesso significa que alguém está a pensar em nós, então o que acontece quando estamos, nós mesmos, virados do avesso?

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Os avós:

Numa conversa apercebi-me de q os avós são todos parecidos.Farão eles parte de algum clube com normas especiais? à partida, a entrada está garantida,basta ter um neto mas para lá permanecer já é preciso respeitar os "5 mandamentos do bom avô". A saber:

1) Atafulharás o teu neto/a com chocolates, independentemente da idade/peso ou eventuais diabetes

2)Obrigarás sempre os teus netos a repetir segunda e terceira x, sob pena de escutarem a tão temível frase: mas porquê filho/a, não gostaste?

3)Trocarás sempre o nome dos teus netos.Na eventualidade de teres apenas um,poderás "fazer confusão" com o nome dos filhos da vizinha ou do companheiro de sueca.

4)Acharás sempre que o teu neto/a está magro demais e se "anda a alimentar mal"

5)Darás smp uns "tostõezinhos" aos teus netinhos, para comprarem chocolates/irem ao cinema ou para se divertirem com os amigos.

Todos os avós que conseguirem cumprir escrupulosamente os mandamentos acima mencionados, estarão aptos a candidar-se ao prémio de melhor "vô" ou "vó" do ano, que inclui um sortido de chocolates para as 15 visitas q os seus netos lhe farão nos 365 dias q o constituem.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

A frase da semana:

Ontem revia (pela 3ªx) a "Viagem de Chihiro" qdo reparei na seguinte frase: "nunca nos esquecemos das coisas.Apenas nos deixamos de lembrar delas".Redundância? Não! Numa frase que, à partida, n tem gd significado,há muito subentendido.

N esquecemos os amigos...deixamos de nos lembrar deles durante algum tempo.
N esquecemos a felicidade...só n nos lembramos durante alguns dias de como ela é.
N nos esquecemos de nós...às xs só n sabemos bem como somos realmente.

Vou tentar n me esquecer de deixar de me lembrar menos xs.

De regresso aos "Haikus":

Se procurar trabalho é mm um "emprego a tempo inteiro"/dou graças a Deus por n ter assinado o contrato.

Recomendação do dia:

Para todos aqueles q têm q dividir a casa com alguém e q por xs sentem despertar em si instintos de Jack, o Estripador, recomendo uma visita a este blog.

Auto-retratos:

Disseram-me noutro dia q quem tem a casa cheia de fotografias suas é egocêntrico.Fui até ao meu quarto ver qual era média e descobri q está ela por ela.Fiquei a pensar nisto...será q quem tem 50% de fotografias suas e 50% dos amigos é egocêntrico? Ou será que o seu hedonismo se fica pela metade? A única conclusão a q cheguei é q agora vou passar a prestar mais atenção ao conteúdo das molduras;)

Pijama Party:

Ontem o "Elas em Marte" tinha como tema a "pijama party". A dada altura da conversa, a Ana Marques lembra-se de perguntar aos convidados -todos de pijama,como convinha- se achavam mal q se chegasse a casa e se vestisse o dito cujo.

Eu n sabia, mas parece q há pessoas q levam a mal o facto do marido/mulher/companheiro/etc etc trocar a roupa da rua pelo conforto de um pijaminha. Claro que pelos adjectivos escolhidos,se vê bem de q lado estou mas, o q me surpreende, é q isto possa ofender alguém com quem PARTILHAMOS UMA CASA.Como é q é possível q se pretenda ter intimidade se lhe fechamos a porta desta forma? Acho q, pelo contrário, estar à frente de alguém em pijama significa q estamos tão à vontade com essa pessoa q n nos sentimos mal ao deixá-lo entrar no nosso mundo.Aquele q ng vê e q, penso eu, n devia ter de ser escondido nem criar tanta celeuma!

Dou início ao "debate": pijama ou n, heis a questão?;)
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