sexta-feira, outubro 07, 2005

Lowered Expectations:

Na SIC Radical passava um programa que eu adorava e que dava pelo nome de Mad Tv. Entre as muitas rábulas cómicas que o constituíam, havia uma paródia  aos blind dates, baptizada de “Lowered Expectations”. Como o nome indica, os candidatos eram sempre material de fraca qualidade, figuras patéticas e rejeitadas pela sociedade que procuravam alguém com quem se aconchegar nas noites de Inverno. Lembro-me que ria sempre muito, derivado ao ridículo e improbabilidade da situação. Se fosse hoje, penso que tomava a coisa com mais seriedade. Isto porque, olhando em volta, vejo gente que se junta pelos motivos mais errados. Que procura criar felicidade onde não existe. Mesmo que tenha que ser “a martelo”.

 

Será a culpa do relógio biológico? Da pressão dos pares? Dos valores da sociedade? Das expectativas que se criam por nós e para nós? Não! Segundo uma colega minha, tudo isto é (espantem-se) puro marketing! A teoria dela defende que o casamento não passa de um bem que nos convenceram a desejar. Somos bombardeados, permanentemente, com imagens da “família pipoca”, sorridente e bem com a vida,e, sem nos darmos conta, queremos “crescer” para ser assim. Começamos então a fazer prospecção da oferta, a analisar o mercado e ver o q compra e quem vende, sempre em busca do produto ideal. Compramos pacotes: o do noivado, o do casório, a lua de mel, os filhos e, até mais tarde, o divórcio. Todos eles trazem marcas e bens associados, e nós engolimos tudo, com a bênção da Santa Publicidade.

 

 

8 passaram o espanador

Anonymous Anónimo said...

Olá. Dei de caras com este blog e não resisti a ler alguns comentários... Pena é que alternem entre o "muito bom", reflectidos e sentidos, e o "sofrível", a despachar, como se a autora não o fizesse por gosto nem pelo prazer da partilha de pensamentos, mas sim obedecendo a uma qualquer "agenda" interna que a obriga a escrever. Pelo perfil exposto, trata-se de uma Gémeos, signo que não consegue fugir a uma boa dualidade interior...

3:48 da tarde  
Blogger Psico_Pata said...

Uma crítica perfeita/ justa e constructiva...o facto de ser gémeos talvez n justifique a inconstância na "qualidade" literária deste blog, mas não é esse o objectivo. O bom de um blog é que se pode dizer por dizer, sem ter que pensar muito a quem e como se diz...basta sentir;)

5:15 da tarde  
Blogger ines said...

Acho que o ponto de vista da tua colega é a versão fácil da coisa e de se convencer a si própria, mas que cada vez se aplica menos...
O ser humano é naturalmente sociável e dependente do outro (seja lá que outro ou muitos outros), o casamento é apenas o ritual que formaliza algumas necessidades mais prementes com um único contemplado...Dantes era quase obrigatório agora tens à escolha mas como as mezinhas das avós há coisas que se entrenham...;)

12:53 da manhã  
Blogger Efémero said...

Um comentário cheio de "piada"... o do anónimo. Tal como foi dito, uma critica mtoooo construtiva e justíssima, desde logo sobressai o comentário pertinente: "Pena é que alternem entre o "muito bom", reflectidos e sentidos, e o "sofrível", a despachar" - Como se um blog fosse feito com o único objectivo de agradar todas as almas que nele deitam os olhos. Já imaginaram se todos tivéssemos esse vício de deixar uma posta de pescada em todos os blogs que não gostamos? Seria de facto um hobbie quase interminável. Mas gostei sobretudo do cliché final do bate no cegu... ups, do bate no gémeozinho, nesse ser tão dual e estranho...(spooky) cheira-me a trauma e daqueles bem profundos;D

11:30 da tarde  
Blogger Psico_Pata said...

Aposto q todos os mordomos dos policiais eram gémeos!;)

1:17 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Fico contente por saber que um simples comentário - dirigido à autora do blog!!! - fez sair da gaveta tantos diagnósticos de outros tantos psicólogos de trazer por casa; então, aquela teoria de "Efémero" é tão válida quanto o nome do seu autor... E por falar em clichés, o da "posta de pescada" é bem apropriado ... para um briefing da Iglo ou da Pescanova!
Sem pretender entrar em grandes explicações, limitei-me, no meu comentário anterior, a manifestar algum pesar sobre a alternância qualitativa, porque os "muito bons" são tão apelativos que ... os restantes só podem ser "menos bons". Não se trata de escrever para agradar a alguém, porque eu se quiser ler qq coisa que me agrade, compro um livro.

1:10 da tarde  
Blogger Psico_Pata said...

Nem todos os dias podem ser bons. Eu gosto dos maus e gosto que fiquem aqui:)Mais, menos, mais ou menos, são os meus...pq censurá-los segundo padrões de qualidade ou motivo da escrita?

Aceito e concordo com a opinião, embora gostasse de saber de quem é, já que vem de um leitor de um outro blog que me é muito familiar;)

1:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Quem sou, de onde venho - não entendi a ligação a outro blog??? - ou para onde vou são pormenores... Escondermo-nos atrás de um blog name "Anonymous" é tão misterioso quanto o de "Psico-pata", um estranho mix entre o personagem de Bret Easton Ellis e um conto de Hans Christian Andersen. E não, efémero, não vou falar da dualidade dos Gémeos...

2:56 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home

>