sexta-feira, junho 03, 2005

TAXI RIDER:

 

Estava atrasada e decidi apanhar um táxi para encurtar o tempo (e o caminho). Mal sabia o quão enganada estava! Devia ter desconfiado quando demorei mais de 10 minutos até que encontrasse um ocupado, mas como gosto de contrariar a Lei de Murphy, não dei muita importância ao caso. Novo percalço: o motorista sugeriu um caminho mas, como sabia que a estrada estava em obras, sugeri outro, para evitar que o trânsito me atrasasse. O condutor resmungou qualquer coisa mas, como “o cliente tem sempre razão”, acabou por seguir o trajecto recomendado. Tive que engolir em seco quando constatei que a estrada estava cortada devido a obras de alteração do traçado. Quase me enterrei no banco quando senti o olhar trocista no retrovisor...uns ares de “isto não é nada comigo depois”, chegávamos ao escritório. Perguntei quanto era e estendi uma nota de vinte, arredondando a conta para facilitar o troco. Foi então que o motorista teve uma explosão de raiva: não tinha troco! Olhou-me como se eu fosse a maior criminosa à face do planeta e amaldiçoou-me por me ter que dar as suas preciosas notas de cinco. Agarrei-as o mais depressa que pude e apressei o passo até ao escritório, não fosse acontecer mais qualquer coisa…

0 passaram o espanador

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