quarta-feira, julho 28, 2004

Música do dia...

The Postal Service -"The district sleeps alone tonight"
 
Smeared black ink... your palms are sweaty
And i'm barely listening to last demands
 I'm staring at the asphalt wondering what's buried
 underneath where i am
 
I'll wear my badge... a vinyl sticker with bigh block letters
 adherent to my chest
That tells your new friends i am a visitory here...
I am not permanent
And the only thing keeping me dry is where i am
 
You seem so out of context in this gaudy apartment
complex
A stranger with yor door key explaining that i am just
 visiting
And i am finally seeing why i was the one worth leaving
 
 D.C. sleeps alone tonight
 
You seem so so out of context in this gaudy apartment
 complex
 A stranger with your door key explaining that i am just
 visiting
 And i am finally seing why i was the one worth leaving
 The district sleeps alone tonight after the bars turn
out their lights
And send the autos swerving into the loneliest evening
 And i am finally seeing why i was the one worth leaving





Adeus...

Adeus é a palavra que mais xs pronunciei nos últimos dias.Duas semanas de despedidas.Vezes repetidas sem conta.Sempre em direcções diferentes.Sempre com diferentes sentidos.
A que sabe um adeus? Como é que numa palavra pode caber tanto (ou tão pouco)? Tenho na boca o travo destas cinco letras....e todas têm paladares distintos.
Hoje n consigo escrever...doem-me as palavras.
Rasgam-me.
E ferem-me quando as pronuncio.
Hj doem-me as palavras
[que silencio]

segunda-feira, julho 26, 2004

Dia 20 foi dia do amigo...é estranho ter passado esta data em branco, qdo os amigos nunca o ficam...fica a frase mais acertada q já ouvi sobre o tema:

Não deixes que a relva cresça no caminho que leva a casa do teu amigo

Provérbio Chinês

sábado, julho 24, 2004

Sinto

Sinto? E com que destino,
          se tudo o que sinto abomino,
se sou tudo o que não creio.

Sou nada e tudo é desalento,
            (reflexo daquele momento)
Sou  de mim mesma o receio

 
Longe está a minha dignidade,
            sombra de um amor esmorecido.
Hoje, de mim só resta a verdade
         do sonho que tive um dia ter havido.

Compassos...

Espera-se! Para quê?
Nada vem, tudo se detém.
Se a vida fica esquecida,
a memória não lamenta...
Para quê infligir a tormenta,
de lembrar o qu’apoquenta?
Prefiro esperar!
(Talvez, quem sabe, a vida possa parar?!)

sexta-feira, julho 16, 2004

Coincidências

No ano de 2000, fui para Salamanca. Agora, que volto a viver temporariamente em Espanha, vou para o Barrio de Salamanca, em Madrid.
será que vou ter de dar razão à Guidinha Rebelo Pinto e admitir que "não há coincidências"?;)

Momentos Kodak

Ontem fui à inauguração da World Press Photo.`N estava tanta gente como de costume, mas as fotografias continuavam a provocar "ahhhhs" de admiração. Para fugir à multidão, comecei pelo final da exposição e demorei-me por lá cerca de 2 horas, com paragens maiores e menores, conforme os sentimentos que as imagens me despertavam.

À saída, a minha irmã encontrou um amigo, fotógrafo de natureza.Como chegava tarde, ela fez um comentário sobre o adiantado da hora.Ele riu-se e encolheu os ombros e, como a justificar-se, disse que ia dar uma volta rápida pq "também n valia a pena ficar muito tempo". Estava desiludido com a exposição e com o número-escasso-de pessoas que afluira à inauguração."Mas também", disse, "isto este ano são só desgraças.É desgraça a mais"...pois é.Pq será? Tratando-se de fotojornalismo, n quererá isso dizer q a verdadeira desgraça foi o ano que passou?...

quarta-feira, julho 14, 2004

Hoje perguntaram-me a idade e, quando disse 26, responderam-me que "estava a crescer tão depressa". Subitamente, tive vontade de me mudar para sempre para a Terra do Nunca.

Conselho:

Vive o azul dos dias (n deixes q as ondas te impeçam).
Ainda n desempacotei todos os caixotes e já me preparo para meter tudo nas malas outra x...uma casa nova, um novo trabalho, uma nova cidade e um novo país...q trarei de volta na minha caixa de recordações?

Please insert a coin...

Ao telefone tudo é mais longe.
Afastas-te tu,
à medida que as nossas vozes se aproximam.
Ouço as tuas palavras.
Mas n te sinto.
Respondes-me.
Mas n com os olhos.
Beijas-me.
Por um fio...
E despedes-te.
Mas n ouço adeus.
Apenas o sinal de ocupado.

[Please, insert a coin]

Consumir até 2001

Ontem, abri um livro, e deparei-me com uma dedicatória q perdeu o sentido.Escreveram-ma antes de partir para Salamanca. Agora, que parto de novo, gostava q a nossa amizade n tivesse expirado o prazo de validade...
Intimidade

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.


José Saramago


segunda-feira, julho 12, 2004

No banco do jardim...

Para ti, q todos os dias te sentas ali, na companhia da solidão...

Velho (Mafalda Veiga)

Parado e atento à raiva do silêncio
de um relógio partido e gasto pelo tempo
estava um velho sentado no banco de um jardim
a recordar fragmentos do passado

na telefonia tocava uma velha canção
e um jovem cantor falava da solidão
que sabes tu do canto de estar só assim
só e abandonado como o velho do jardim?

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um velho sentado num jardim

passam os dias e sentes que és um perdedor
já não consegues saber o que tem ou não valor
o teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim
pra dares lugar a outro no teu banco do jardim

o olhar triste e cansado procurando alguém
e a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
sabes eu acho que todos fogem de ti pra não ver
a imagem da solidão que irão viver
quando forem como tu
um resto de tudo o que existiu
quando forem como tu
um velho sentado num jardim




quarta-feira, julho 07, 2004

Ainda há estrelas no céu...

Uma das primeiras coisas que fiz quando mudei de casa foi preencher o tecto do meu quarto com as estrelas que me deste. Salpiquei-as aqui e ali, criando para mim o céu q n tenho lá fora...ali, mm por cima da minha cabeça, ainda há estrelas no céu( e todas as noites lhes peço um desejo).



A Culpa é do Molin!

Hj vi um filme cor-de-rosa, daqueles q se consomem na hora c/1 sorriso nos lábios e alívio para o cérebro.No entanto, houve uma frase que me fez pensar.A protagonista (Kate Hudson) viu-se de repente s/trabalho graças a uns simples marcadores.Sim, daqueles mm estilo Molin, c/os quais costumava desenhar nas paredes, chão e em tudo o q n fosse 1a simples folha de papel;)Ela (KH) era assistente numa agência e, vendo-se a cargo c/os filhos da irmã q morrera recentemente, viu-se obrigada a recorrer a todo o tipo de soluções criativas P/conciliar carreira/filhos recém-"adquiridos".Uma dessas soluções passou por levar uma das tais modelos até à escola onde estudava a sobrinha mais nova, para resolver uma crise familiar.Tudo parecia correr bem até que a modelo sugeriu aos "coleguinhas" da sobrinha que a maquilhassem.Mm tendo à mão uma bolsa cheinha da melhor maquilhagem as crianças optaram pela solução menos óbvia-como só elas sabem fazer;)-e preferiram marcadores...resistentes à água! A educadora de infância prontamente tentou atenuar o ataque de histeria da Kate qdo viu a pintura "tribal" estampada na cara da modelo, mas ouvir " n se preocupe, isto acontece-me a toda a hora. Daqui a uma semana está como nova", n é muito tranquilizador qdo se tem uma sessão fotográfica daqui a 60 minutos!Resultado:a protagonista do nosso "romance cor-de-rosa" acaba despedida.Ao lamentar-se, as palavras dela foram algo como : como é que uma coisa da qual até há bem pouco tempo desconhecia a existência [marcadores] acabou com a minha vida? Fiquei a pensar nisto...qtos de nós n teremos já sido riscados pelos "marcadores" da vida, sem sequer nos apercebermos?...

segunda-feira, julho 05, 2004

Não estás...

Mal viraste as costas,soube que nos próximos dias teria por sombra a saudd...
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