sábado, junho 05, 2004

Diferença de ser

Sinto-me diferente.

Não consigo evitá-lo.

Estou à parte da gente

(Quem escuta quando falo?)

Às vezes sorrio,

E não sei porquê.

Às vezes choro,

E ninguém vê.

Habito num limbo,

Entre dois mundos.

Aquele que tenho,

Aquele que sou.

E dói-me tanto,

Este abismo sem fim.

Não consigo quebrar o encanto

Que me encerra dentro de mim.

Se falo contigo,

Tu nem percebes,

Que ,por vezes, não estou...

Eu sou!

E esse ser finda na diferença,

Do ser eu.

(E ser eu não tem pertença)

in EntreLinhas

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